Wednesday, July 2, 2008

Os pontos nos i's....

Até que enfim que aparece alguém (diga-se, um partido), a marcar uma posição bem definida sobre esta nova questão fracturante, introduzida novamente no léxico político nacional...

A entrevista falar por si, por isso vou-me limitar a transcrever alguns trechos:

"...Eu não sou suficientemente retrógada para ser contra as ligações homossexuais. Aceito. São opções de cada um, é um problema de liberdade individual, sobre a qual não me pronuncio..."

"...Pronuncio-me, sim, sobre o tentar atribuir o mesmo estatuto àquilo que é uma relação de duas pessoas do mesmo sexo igualmente ao estatuto de pessoas de sexo diferente..."

"...Admito que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual. A sociedade está organizada e tem determinado tipo de privilégios, tem determinado tipo de regalias e de medidas fiscais no sentido de promover a família..."

"...Chame-lhe o que quiser, não lhe chame é o mesmo nome. Uma coisa é o casamento, outra é outra coisa qualquer..."

Perante esta posição, bem definida, sem subterfúgios, com as ideias no sítio, cheira-me que um certo partido, chamado sexy, vai ter muita dificuldade em convencer os seus habituais apoiantes a manter o voto....

3 comments:

Anonymous said...

E mais nada assim é que é! até que enfim que alguém põem as bichas no seu lugar. Panascas de merda a darem cabo da sociedade e a subverterem o verdadeiro valor e pilar dessa mesma sociedade.
A FAMÍLIA

Daniela Major said...

Eu concordo com a opinião dela. Penso que o ser ou não homosexual é uma opção de cada um. O que cada um faz em casa ninguém tem nada com isso. Penso por isso que a discrição acima de tudo e abaixo o espalhafato. Dou um exemplo. Recentemente descobri que Sir Nigel Hawthorne, um dos meus actores preferidos, era gay. Era porque já morreu.
Nunca ninguém disse nada, nunca ninguém o criticou porque pura e simplesmente ele sabia guardar a sua vida privada, no sitio onde devia ficar: em casa. E estamos a falar de um actor que teve o seu auge nos anos 80-90.

É óbvio que nem toda a gente vai ver as coisas como o Tpestana, eu e mais uns quantos vão ver. Basta dar uma volta pela blogosfera para perceber que o facto de MF.Leite ter dito o que pensava vai lhe sair caro pelos mais impressionistas e mais de esquerda.
É o preço que se paga por se dizer o que se pensa.

Viriato said...

É por isso que eu gosto desta senhora. Diz o que pensa e o que deve ser dito, sem andar com medo de ferir as susceptibilidades de potenciais eleitores. O sentido do dever é uma coisa que se tem perdido,mas ainda existem pessoas que se regem por ele e não por tácticas políticas ou de caça ao voto. Bem haja MFL!