Thursday, January 8, 2009

O Livro de Estilo para referir Israel

Helena Matos escreveu hoje no Público um artigo fenomenal sobre a forma tendenciosa como a opinião pública internacional se tem referido ao conflito na Terra Santa.

Deixo aqui alguns pontos de vista deveras interessantes deste "Livro de Estilo":

a) "Entre os palestinianos só existem civis"(inocente sempre) "Israel tem um exército e serviços secretos."

b) "Entre palestinianos, o estatuto de refugiado é eterno e transmissível" - "O que de mais equivalente com esta situação se pode conceber seria os retornados portugueses terem sido mantidos em campos, em alguns casos com direitos diferentes dos outros cidadãos da então metrópole, e ainda hoje eles, os seus filhos, netos, bisnetos e demais descendência serem todos considerados refugiados e Portugal continuar a exigir o direito do seu regresso às localidades donde fugiram nos anos 70."

c) "Toda e qualquer iniciativa de defesa levada a cabo por Israel está condenada ao fracasso." - "Se triunfa é porque é desproporcionada. Se de todo em todo se admite que Israel poderá reagir, logo se avisa que a estratégia escolhida está errada."

d) "As informações do médico norueguês, do padre católico e da activista da ONG são absolutamente verdadeiras" - "Estas fontes emudecem quando os ataques ocorrem entre os palestinianos e são possuídas por uma apreciável verborreia quando Israel intervém. Mas o seu papel mais grave nem é tanto o que de falso por vezes dizem mas sobretudo o facto de pouparem os líderes palestinianos a prestarem declarações."

5 comments:

Viriato said...

É um excelente artigo de uma senhora que considero!
Espero que contribua para desmistificar muitas das falsidades e propaganda que anda ai a intoxicar os média nacionais e internacionais!

Juíz Implacável said...

Em primeiro lugar espero que tenham passado todos um Santo Natal, e desejo um ano produtivo e dedicado, pelo menos à família!

Em segundo lugar um bem haja ao meu grande amigo Remexido que andava desaparecido (espero que o seu aparecimento não se deva única e exclusivamente às alterações de posições na tabela que nós cá sabemos;))

Em terceiro excelente artigo desta senhora, e muito bem importado para este blog.

um abraço a todos

JI

D.P.V said...

Muito fraca a comparação dos palestinianos com os retornados portugueses.
Que eu saiba ninguem entrou a meio da noite em casa desses retornados e os obrigou, a toque de espada, a largarem as casas onde as suas familias viviam ha centenas de anos e onde tinham as suas raizes porque tinham chegado uns tipos há meia duzia de anos que se queriam instalar precisamente ai.
Pergunto-me o que faria eu se passa-se pela mesma situação.
Se vivesse numa barraca e os meus pais me dissesem que ali a uns km estão as terras que eram deles, da minha familia, há centenas de anos, e que ha uns tempos os tinham expulso de lá sem apelo nem agravo.
Se tivesse um rocket a mão?Se não tivesse perspectivas de vida?
O problema é complexo, mas sinceramente nao escolho lados.Tanto e culpado um lado com o outro.
Não estou de acordo com os palestinianos claro, mas de certeza que não dou a razão toda aos israelitas.

Remexido said...

DPV estás a confundir os momentos. Ninguém está neste momento a expulsar palestinianos de casa. Isso ocorreu nos anos 40. A questão dos refugiados é diferente. Os Palestinianos que já têm os Estado pelo qual tanto lutaram continuam a achar-se refugiados na própria Pátria, porque querem e acham-se com direito de voltar a teritório israelita, abolindo dessa forma o Estado de Israel.

A comparação correcta seria que os Portuguese retornados de Angola, exigissem o fim do Estado angolano e se declarassem de repente refugiados em Portugal, a sua pátria, com o direito inalienável de voltar a tomar posse das suas fazendas no Lubango!!! Daí a comparação, para mostrar o ridículo da situação.

Mas se o argumento é a antiguidade sabes que o judeus vivem na Palestina desde o tempo do Rei David, de Moisés e de Jesus Cristo. E porque é que os judeus foram expulsos da Palestina. a toque de espada, para usar uma expressão tua. Assim sendo que direito lhe falta a eles para a toque de espada defender a sua pátria e expulsar, os que expulsaram, os que expulsaram os que já expulsado os judeus?

Finalmente, entrando por uma teoria mais radical o povo/raça/cultura palestiniana nem sequer existe. Geneticamente nada os distingue dos jordanos e quando os ingleses fizeram a descolonização o que havia era um grupo de tribos árabes que vagueavam pelo Médio Oriente. A mim ninguém me tira da cabeça que o povo palestiniano foi a arma de arremesso ideal inventada para a Siria, o Libano, a Jordania e Egipto terem um excelente pretexto para serem racistas e dizer que não querem lá nações judias nas suas fronteiras! Desde 1948!!!

E se é assim, salvo o devido respeito "Puta que os pariu" mais ao racismo!

Volto a relembrar que a única parte que fez até hoje esforços sérios para a paz e cedências foi Israel!

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